terça-feira, 20 de julho de 2010

Amizade - Vicente Moragas

Em um nível de amizade como o nosso
Não sinto a sua falta se não esta.
Porque guardo presente no agora
Seu sorriso do ultimo encontro
Embora sinta saudades da sua presença

Em um nível de amizade como o nosso
Não há desculpas, não há perdão
Por que, mesmo que não compreenda agora
Sei que no futuro será melhor pra um de nós
O seu ato do presente

Em um nível de amizade como o nosso
Não há cobranças, nem esperas
Por que se sente quando o outro quer calar ou falar
E ouvir o silencio é o que mais nos une
Nossos corpos se comunicam

Em um nível de amizade como o nosso,
Não há por que temer, sofrer
Basta um contato o outro pra perceber
Que enfrentaremos o mundo
E este não entende, nem vai entender
Um nível de amizade como o nosso.

4 comentários:

silsil disse...

..., sem coments para nossa amizade, então.(rsrs) Bjs Silvia

Alexandre disse...

Com um amigo como este, pode-se ter qualquer inimigo. Ou melhor, difícil se ter inimigos...

Você sempre com excelente textos. Por falar nisso, ja providenciou que seu caderno de poesias vire um livro? Vou pedir pra Lu te lembrar de mais essa obrigação, viu!

Um forte abraço, chefe!!

Acontecimentos disse...

A amizade é algo que se conquista e se renova todos os dias. Para mim é uma honra fazer parte do seu ciclo de amigos.
Adoro!

Marcos L. S Costa disse...

Ler você me fez lembrar desse texto de Fernando Pessoa, meu poeta do coração.
"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril"
Fernando Pessoa

Eu vejo todas as qualidade de "Amigo" segundo Pessoa em você. Abraço