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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Santa, É Lenda!

No dia 02 de dezembro às 09:00 horas, dei entrada no centro cirúrgico do Hospital Santa Helena para uma cirurgia de artroplastia total do quadril como cura para a síndrome de perthes. O hospital foi escolhido pela proximidade com a minha residência e pela confiança total no médico, Dr. Kildare Oliveira Costa, que trouxe meu presente de natal mais cedo. Pra se submeter a uma cirurgia, tem que se ter muita empatia e confiança no seu médico . Recomendo-o, para quem precisar passar pelo mesmo procedimento em Brasília. Ótimo como profissional, melhor enquanto pessoa.

Já o Hospital, tudo a desejar. No primeiro momento pós cirúrgico, fui direcionado para a UTI que só merece elogios. Todos os profissionais muito atenciosos, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos, nutricionistas, fisioterapeutas. No dia seguinte, fui direcionado a um quarto que mais parecia um muquifo.

De início, percebemos que o ar-condicionado cuspia água no leito do paciente, e foi preciso chegar a cama mais pro lado. Depois minha mãe notou, já que era minha acompanhante, goteiras no banheiro tão intensas que se represadas resolveriam a questão do Belo Monte. Voltando à seriedade, um chão molhado no meio do banheiro poderia provocar uma queda num paciente com eu ou em uma senhora como a minha mãe.

Se não fosse só a péssima infraestrutura, que me fez pedir pra voltar pra UTI, tivemos que contar com enfermeiras que pareciam estar viciadas no facebook pois não desgrudavam o olho do monitor do computador na recepção, ou então tinham passado pra um nível mais difícil do jogo paciência.

Merece destaque a atenção, dedicação e presteza de alguns técnicos de enfermagem e de todas as fisioterapeutas, pessoas que me ajudaram a ter uma recuperação celere e sair logo do hospital.

Porém o pior ainda está por vir. No dia 05, depois de 3 dias de operado, por volta de 11:00 horas da manhã, fui me locomovendo com dificuldades para a represa o banheiro empurrando uma cadeira de rodas já que o hospital não dispunha de andador para os pacientes e com a ajuda de minha mãe, para o banho antes do almoço. Duas moças arrumavam o meu quarto e eu fiquei trancado com minha mãe no banheiro me arrumando. Retornei, deitei na cama, almocei, pois haviam trazido o almoço, e dormi. Minha mãe foi almoçar num shopping perto pois só eu tinha a obrigação de comer a insossa comida do hospital. Nesse meio tempo enquanto dormia, fui acordado ainda sonolento por 2 entradas para medicação.

Minha mãe chegou trazendo suco e iogurte e não tinha mais como repor o sono perdido de noite. Pedi a ela então que me passasse o meu celular, que estava em cima da bancada desde as 11:00 quando entrei pro banho. Nunca mais tivemos notícias do celular. Por acreditarmos ser um descuido nosso, minha mãe revirou o quarto inteiro até o dia seguinte pela manhã já com a ajuda e a presença do meu pai recém chegado do Rio e com as plantonistas da limpeza do dia, que não eram as mesmas do dia anterior. Às 11:00 horas depois de me levantar para novo banho, meus pais reviraram o único lugar do quarto que ainda não havia sido checado, o meu leito. Não estava lá. O celular havia sido bloqueado no dia anterior por descuido de pagamento da fatura e ligar pra ele não era uma opção viável.

Ligamos para a hotelaria e pedimos que fosse checado junto à lavanderia se por acaso não havia sido levado por descuido, o que foi negado no final da tarde. Diante de todo o exposto ficou a última opção MEU CELULAR FORA FURTADO. Ele sumiu no intervalo de 11:00 às 14:30 do meu quarto, período em que só entraram funcionários do HOSPITAL SANTA HELENA.



Ao falar com a Ouvidoria, fomos informados que o Hospital não se responsabiliza por objetos no interior dos quartos, o que mais pareceu uma piada do que cláusula de contrato uma vez que a todo o momento o fluxo de funcionários nos quartos é muito grande. Havia um cofre, mas por excesso de confianção não foi pedido a chave, até porque o meu Motorola I1 ficaria mais na minha mão do que em um cofre quase inacessível.

Vão-se os anéis, ficam-se os dedos, denunciamos na delegacia e vamos aguardar investigação, mas cuidado quem acredita em hospitais com nomes de santos que trazem a idéia de sossego e boa recuperação. A santidade já é lenda em muitos deles.